Ghostwatch - Quando a TV ao vivo contatou os mortos
Em uma noite de sábado no final de outubro de 1992, a BBC 1 inglesa veiculava no horário nobre o programa Ghostwatch - que se tornaria um fenômeno televisivo, em vários sentidos. Ancorado por repórteres bem conhecidos dos britânicos, como Michael Parkinson e Sarah Greene, procurava ser uma investigação ao vivo do sobrenatural em um formato então pioneiro, similar ao utilizado no Brasil hoje em programas populares como Cidade Alerta e Brasil Urgente.
Completo com um link ao vivo de uma casa supostamente mal-assombrada, com o recebimento de ligações de telespectadores e discussão do caso em estúdio com parapsicólogos, a estória de uma família perturbada foi exposta. Pam Early, mãe solteira irlandesa vivendo com suas duas filhas, teria começado a presenciar estranhos fenômenos poltergeist em sua casa desde finais do ano anterior, incluindo móveis voando e barulhos misteriosos. Como os barulhos pareciam ser de batidas no encanamento metálico, o fantasma foi batizado pela família de 'Pipes' (algo como 'Encanamentos'). Mas as coisas não eram tão leves assim: inexplicáveis arranhões passaram a surgir no corpo da garota mais velha, Suzanne. A família não estava nada feliz com os acontecimentos, e tudo era mostrado ao vivo, intercalado com discussão e apresentação no estúdio.
As coisas logo ficaram agitadas quando os barulhos em questão foram ouvidos pela equipe de repórteres na casa. Infelizmente, descobriram que era uma fraude - uma das garotas estava batendo no encanamento. Foi no anti-clímax porém, com todos nervosos com a embaraçosa situação, que coisas realmente estranhas começaram a ocorrer.
Uma mancha surgiu no carpete, e barulhos - de gatos - emanaram das paredes. O antigo morador havia se enforcado, e ele possuía doze gatos. Com seu suicídio os animais de estimação ficaram presos dentro da casa, e sem comida, teriam se alimentado do corpo do dono. Um telespectador ligava para o estúdio avisando que havia visto rapidamente em uma cena transmitida uma bizarra figura humana ao fundo. Surgiram então todo tipo de marcas pelo corpo das pobres garotas, parecidos com arranhões de gatos, e elas começaram a falar com vozes estranhas. Os assustadores miados de gatos ficavam cada vez mais altos, as garotas passaram a gritar, e todos fugiram da casa - exceto a repórter Sarah Greene com seu câmera, corajosamente indo atrás de uma das meninas ainda no sótão. Um especialista no estúdio logo sugeriu uma explicação terrível para o que estava ocorrendo: transmitindo ao vivo de um local mal-assombrado, com milhões de telespectadores concentrados, foi criada uma "sessão espírita em escala nacional". Enormes energias psíquicas haviam sido canalizadas, e estavam agora agindo descontroladas - não só na própria casa, como em todo o país, com problemas técnicos ocorrendo no próprio estúdio. De volta a casa, a repórter finalmente encontra a garota dentro de um armário no escuro, e os barulhos diminuem. Quando ela entra para acalmá-la, a porta subitamente se fecha atrás dela, que tenta desesperadamente sair. Logo o sinal cai, para não voltar mais.
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Escrito por Phvdev - Wilson às 12h42
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No estúdio, as coisas também vão de mal a pior. Fortes ventos abalam tudo, e até miados de gatos surgem. Por vezes, na escuridão e caos, parece surgir lá também a imagem do fantasma desfigurado, 'Pipes'. E então, o apresentador Mike Parkinson finalmente consegue falar outra vez com calma, ainda que tudo ainda estivesse muito escuro. Apenas para também ser possuído pelo malicioso espírito e começar a recitar uma cantiga infantil, em meio a... miados. Fim.
Ghostwatch realmente foi ao ar, embora é claro, fosse na verdade um drama de ficção apresentado em 31 de outubro, noite de Halloween, o dia das bruxas. Ecoando a famosa transmissão radiofônica de Guerra dos Mundos por Orson Welles, devia ser encarado por qualquer telespectador sensato como uma travessura ("doces ou travessuras?"). À semelhança da transmissão de Welles, tanto no começo como no final havia a apresentação da história como ficção - aqueles que assistiram Ghostwatch desde o início puderam ver o logotipo de que era parte de uma série de dramas ficcionais da BBC, e os que pararam para ver os créditos ao final (se não achassem estranho que um programa ao vivo em meio ao caos sobrenatural apresentasse créditos ao fim e terminasse no horário programado, às 9:30 da noite) poderiam ler quem era o roteirista do programa que acabavam de assistir, o escritor Stephen Volk.
Continua Abaixo:
Escrito por Phvdev - Wilson às 12h42
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No entanto, com mais de 11 milhões de telespectadores para uma boa história de terror sustentada por efeitos realísticos e apresentadores de credibilidade associados a notícias reais, não foram tão poucos os que pensaram que estava tudo acontecendo de fato. As linhas telefônicas da BBC ficaram congestionadas e as pessoas também ligavam assustadas para a polícia. No dia seguinte os jornais ingleses já exclamavam manchetes indignadas com o furor público causado pelo "programa irresponsável". Pouco depois, o programa seria mesmo acusado de levar ao suicídio de um jovem que o havia assistido. Mas apesar das acusações da abalada mãe, o inquérito policial nem mesmo mencionou Ghostwatch.
Em 1994, o terror ainda iria adquirir a "honra" de ser o primeiro programa de TV a ser citado no British Medical Journal: um relato de psiquiatras infantis detalhava como duas crianças foram tão afetadas pelo programa que desenvolveram uma síndrome de stress pós-traumático, condição normalmente associada a ex-combatentes de guerra ou vítimas de seqüestros. Pouco depois, o The Times falaria em no mínimo seis crianças traumatizadas. Mas o tratamento psiquiátrico em todas teria surtido efeito.
Depois de tanta crítica e polêmica, a sóbria BBC acabou por tentar se desassociar completamente de Ghostwatch. O programa nunca foi reprisado, e apenas há pouco foi lançado em DVD. Isto porque, ao contrário da crítica, muitos telespectadores o adoraram. Tudo isto foi muito antes de A Bruxa de Blair, ou dos reality shows atuais. Segundo o autor, diversas inspirações e referências serviram para a criação de Ghostwatch.
Tão cedo quanto nos anos 50, quando a TV era necessariamente ao vivo, uma série de ficção científica e terror, Quatermass (antecessora mais venerável de séries como Arquivo X), já havia transmitido seu último episódio misturando ficção e realidade. Para Volk, a maior parte das histórias de terror mais efetivas tinham um ar de pseudo-documentário, indo de Drácula aos trabalhos de Edgar Allan Poe.
Continua Abaixo:
Escrito por Phvdev - Wilson às 12h41
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Ghostwatch também bebeu de muitas referências a eventos supostamente reais, e foi assessorado por parapsicólogos da própria Society for Psychical Research. O detalhe engenhoso sobre a "sessão espírita em escala nacional", onde 'energias psíquicas' dos observadores podiam concretizar fantasmas -- mesmo que talvez não fossem reais de início -- era um aceno à experiência do fantasma fictício 'Philip'. Nela, oito membros da Sociedade para Pesquisa Psíquica de Toronto inventaram do zero um fantasma - tomando cuidado para que todos os detalhes sobre sua trágica vida fossem inventados e sem relação com a realidade. Depois, tentaram contatar o fantasma inventado por eles mesmos, e segundo relataram, em 1972 conseguiram. Uma entidade seguramente irreal teria se tornado 'real' apenas, especularam, pelos seus subconscientes.
Mas a maior referência de Ghostwatch foi seguramente o famoso caso real do (irreal) Poltergeist de Enfield, na Inglaterra. Uma família composta por uma mãe divorciada de quatro crianças, em 1977 teria começado a presenciar fenômenos em sua casa. Eles pareciam se centrar em torno de uma das filhas de 11 anos, Janet Harper. A 'menina em idade pré-pubescente' seria o gatilho para os fenômenos perturbadores, talvez energia psíquica descontrolada. No entanto, pesquisa subseqüente com Harper em ambientes mais controlados falhou em revelar qualquer anormalidade, e a própria garota foi pega forjando alguns efeitos, jogando a si mesma e afirmando que eram ações de espíritos, ou que havia feito aquilo para testar se os pesquisadores descobririam (!).
Neste sentido, é tudo um grande hoax, um trote - de Enfield a Ghostwatch. Mas se dos incríveis fenômenos em Enfield só restam testemunhos, pesquisas sem sucesso, filmes e fotos duvidosas, de Ghostwatch você pode comprar agora o DVD. Assista de madrugada, e se ouvir alguns miados na rua, procure não ficar com síndrome de stress pós-traumático.
Mais uma garimpada no Ceticismo Aberto
Escrito por Phvdev - Wilson às 12h41
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Óvni na Amazônia?
O vídeo foi indicado na lista BURN, por Ygor Bittencourt, que escreveu: "Recebi este vídeo em caráter de urgência tido como autentico ... Estou disponibilizando ele para que me ajudem a comprovar a veracidade do video ou informar se vcs conhecem este de algum site pois, como ja disse, quem me enviou o video disse que ele faz parte de uma serie de alguns outros que teve acesso por meios de fraude eletronica". Ele pode ser baixado aqui (3 Mb), e será preciso renomear sua extensão de .SWF para .AVI. É muito bom, mas aparenta ser apenas uma animação em computador combinando uma paisagem real com elementos virtuais, entre eles, o próprio objeto voador, que nem seria um "OVNI", mas um veículo aéreo não-tripulado como o Cypher. Indícios de que o objeto é virtual? Compare a imagem capturada acima com esta abaixo, onde devido ao movimento rápido da câmera toda a paisagem real fica borrada. Menos o objeto voador, que continua nítido -- porque foi adicionado eletronicamente. Mas ainda é um bom trabalho. 
Escrito por Phvdev - Wilson às 21h57
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Sinais
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- É humanamente impossível fazer círculos e desenhos no trigo?
Confira um grupo de seres humanos que faz círculos no trigo: Circlemakers
 A foto acima não é uma montagem. É uma obra dos Circlemakers.*
A complexidade recente dos desenhos no trigo é realmente algo notável. Alguns podem ser vistos como legítimas obras de arte. Mas daí a desconfiar que seria impossível que seres humanos os fizessem é subestimar a capacidade humana.
- Mas os círculos não seriam formados por trigo alterado geneticamente, biologicamente, enfim, trigo alterado?
Os mais famosos 'cerealogistas' já foram enganados no mínimo uma vez ao declarar 'genuínos' círculos que foram comprovadamente feitos por humanos, ou seja, que eram 'falsos'. Não há nenhuma pesquisa verdadeiramente científica a respeito do tema: o mais próximo disto são as pesquisas de Levengood. Mas sérias objeções devem ser feitas a esses trabalhos que supostamente comprovariam alterações físicas nos círculos.
Se os "pesquisadores" não souberem que o trigo é de um círculo, não conseguem dizer com segurança que ele é "alterado". Ainda pior, como já dito os pesquisadores não conseguem sequer saber com consistência quais círculos são 'genuínos' e quais são 'falsos'. O que é um sério indício de que todos círculos são 'falsos'.
- Então todos círculos são fraudes?
Muito provavelmente sim, mas seria muito difícil provar isso de forma definitiva. É o típico caso de provar uma negativa: embora não seja impossível, é muito difícil. O melhor que se pode fazer é indicar como é de fato possível fazer círculos com equipamentos tão simples quanto cordas e tábuas e como tais círculos já enganaram grandes cerealogistas.
O que deveria ser fácil seria provar que pelo menos um círculo não seria uma fraude, sendo formado seja por 'vórtices', por forças psíquicas ou por extraterrestres. Entretanto, a despeito de anos de pesquisa e milhares de desenhos, ninguém conseguiu provar nenhuma dessas hipóteses de forma conclusiva.
Não há nada de errado em achar que alguns círculos podem não ser meras fraudes. Não há nada de errado em tentar provar isso. Mas há algo muito errado quando isto subitamente é elevado a um dos Grandes Mistérios da Humanidade por uma parcela significativa da população. Isso significa que a população pode estar tendo uma visão distorcida do quão misterioso os círculos no trigo realmente são.
Quer Ler Mais?
*A foto original pode ser encontrada aqui
Escrito por Phvdev - Wilson às 17h32
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O.V.N.I - Identificado
Veja mais sobre o caso nesta notícia do iG, esta do Terra, ou esta da Folha. A foto divulgada pelo Ufogenesis deixa claro que é parte de um satélite artefato espacial (terrestre), e uma busca por reentradas na atmosfera revela o possível culpado: Delta II Stage 2, lançado em 08 de julho de 2003. Adivinhem o que levava? Nada menos que o Mars Exploration Rover-B. E é assim que podemos ter aqui a adorável história de que os EUA chegam a Marte, mas no caminho deixam cair um tanto de lixo espacial no Nordeste brasileiro. Atualização: Pode-se ler mais sobre o veículo lançador Delta II procurando na rede. Em uma página da NASA, encontramos uma imagem do segundo estágio do foguete:
O objeto que caiu em Cabeça da Vaca, à 48km da sede do município de Boa Viagem, no sertão central do Ceará, é provavelmente identificado como uma das esferas vermelhas na imagem acima. A esfera continha ou hélio ou nitrogênio. Compare o objeto caído no Ceará com outras quedas de segundos estágios de lançadores Delta II, nos EUA e na África do Sul. Atualização: A Força Aérea declarou que o objeto seria um "satélite desconhecido". Mas a esfera de pressão foi roubada. Na notícia você pode ler Reginaldo de Athayde dizendo, como nosso blog divulga há dias, que o pedaço seria de um lançador Delta II lançado em 2003. Que bom que ele concorde conosco, pois alguns dias antes havia dito que seria "o pedaço de um foguete chinês que partiu ao espaço há 20 dias para o lançamento de um satélite". De toda forma, o bom serviço ReentryNews já atualizou sua página com o local da queda no Brasil. "A reentrada do segundo estágio Delta 2 usado para lançar um dos rovers marcianos da NASA foi acompanhada de perto no fim do mês passado, e notamos que a reentrada inicial ocorreu sobre o norte do Brasil durante a noite de 24-25 de julho, de fato apenas alguns minutos depois do início de 25 de julho, GMT". "OVNI" identificado.
Mais notícias em Líquito
Escrito por Phvdev - Wilson às 18h41
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O Fantasma na Máquina
Quando Vic Tandy ficou até tarde no trabalho uma noite mal sabia que estava a ponto de tropeçar em uma possível razão porque algumas pessoas vêem fantasmas. Sua 'Teoria do Infrasom' levou os membros da Society for Psychical Research a aconselhar os investigadores paranormais a estarem atentos aos efeitos elusivos que ondas sonoras de baixa freqüência podem trazer.
Por algum tempo Vic tinha ouvido estórias de fantasmas de outros colegas da empresa fabricante de equipamentos médicos onde trabalhava, mas sendo um engenheiro sensato, ele descartou as estórias e deixou as experiências do pessoal aos animais locais ou vários pedaços de equipamento zumbindo. Não até que decidiu ficar até tarde uma noite. Ele começou a perceber que talvez houvesse mais do que havia pensado original e racionalmente.
Enquanto trabalhava, Vic começou a sentir intranqüilo e teve o sentimento de que outra pessoa estava na fábrica com ele embora soubesse que estava sozinho. Então de repente viu uma aparição cinzenta aparecer à sua esquerda. O recinto parecia frio e ele teve um sentimento forte de estar sendo observado. "Não seria irracional sugerir que eu estava apavorado", disse depois. Ele finalmente juntou coragem o bastante para enfrentar a visão misteriosa, mas quando se virou a imagem desapareceu.
Na manhã seguinte Vic trouxe uma chapa de esgrima ao trabalho, não para proteção mas para fazer um trabalho pequeno de conserto na manivela. Ele pôs a lâmina de lado e foi à procura de um pouco de óleo. Quando voltou notou que a chapa estava vibrando. Ele teve o mesmo senso de intranqüilidade que tinha experimentado na noite anterior mas agora quis saber se as vibrações na espada tinham qualquer coisa a ver com esta sensação inexplicada ou, se for assim, com os eventos da noite anterior.
Vic tinha visto este efeito antes e lhe ocorreu que um som de baixa freqüência de uma máquina poderia estar fornecendo a energia para mover a chapa, um som tão grave que não era audível. Ele começou a experimentar e eventualmente conseguiu localizar a causa do problema em um exaustor. Seguindo testes adicionais Vic concluiu que o ventilador estava causando uma "onda estacionária de 19Hz" e decidiu pesquisar o que tal efeito causaria no corpo humano.
Ele consultou 'Infra sound and Low-Frequency Vibration' editado por W Tempest (Academic Press, Londres, 1976) e achou um par de estudos de caso interessantes. 'Consultores de barulho foram solicitados a examinar um grupo de baías em uma fábrica onde os trabalhadores relataram sentir-se intranqüilos.
A baía tinha um ambiente opressivo que não estava presente nas áreas adjacentes embora o nível de barulho parecesse o mesmo. Os trabalhadores da administração e consultores estavam todos atentos da atmosfera incomum e em investigação descobriu-se que som de baixa freqüência estava presente a um nível ligeiramente mais alto que em outras baías, contudo a freqüência exata do barulho ofensor não era óbvia.
A causa do barulho era um ventilador no sistema de ar condicionado. Os trabalhadores em um prédio universitário de radioquímica experimentaram o mesmo sentimento opressivo acompanhado de vertigem quando o ventilador em um armário de fumaça era ligado. Isolantes de som convencionais tinham reduzido o som audível ao ponto onde quase não havia qualquer diferença no barulho do ventilador ligado ou não. A situação afetou algumas pessoas tanto que se recusaram a trabalhar no laboratório. Foi concluído que o componente de baixa freqüência do som era o responsável.
Vic Tandy concluiu que "O infra-som tem dois efeitos. Faz o globo ocular vibrar e assim borra sua visão e também causa sobre-respiração ou hiperventilação, que levam a sentimentos de medo e ansiedade. Você provavelmente precisa de um objeto ou um movimento pequeno na periferia de sua visão para começar o fenômeno, então o cérebro pode preencher os detalhes de seu subconsciente."
Enquanto isso um Relatório Técnico da NASA (19770013810) menciona uma freqüência ressonante do olho humano de 18 Hz causando severo 'borrão' da visão. Outros documentos analisando o efeito do infra-som e vibração de baixa-freqüência sugerem que hiperventilação e outras condições respiratórias podem ser também ligadas ao fenômeno.
As descobertas de Vic Tandy e seu associado Tony R Lawrence apareceram no Journal of the Society for Psychical Research e o artigo deles começa com o parágrafo seguinte: 'Neste documento nós esboçamos uma causa natural ainda não documentada para alguns casos de assombração ostensiva. Usando a própria experiência do primeiro autor como um exemplo, nós mostramos como uma onda de ar estacionária de 19Hz pode sob certas condições criar fenômenos sensórios sugestivos de um fantasma. A mecânica e fisiologia deste efeito 'fantasma na máquina' são esboçadas. Pesquisadores de caso espontâneos são encorajados a excluir esta explicação natural potencial para experiência paranormal em casos futuros de assombração ou do tipo poltergeist'.
Vic Tandy está atualmente pesquisando a possibilidade de que certas condições de tempo também possam causar infra-som, explicando assim algumas assombrações ao ar livre. Ele suspeita que camadas de ar em movimento poderiam causar ondas sonoras em situações como temporais mas no momento está procurando artigos acadêmicos sobre este fenômeno difíceis de encontrar.
Artigo encontrado em Ceticismo Aberto
Escrito por Phvdev - Wilson às 20h32
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Foto Teste
Cara... este site é muito bom... Faça o Teste e veja se você sabe quando estão te enganando em e-mails:
http://www.str.com.br/ca/fototeste.htm
Escrito por Phvdev - Wilson às 20h16
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Cegueira induzida por movimento (ou "ilusão bem legal, cara")
http://www.michaelbach.de/ot/mot_mib/index.html
Visite a página do link acima e na grade em movimento, fixe seu olhar no ponto verde piscando ao centro. Os pontos amarelos somem, seja parcialmente ou todos de uma vez. Dica: mantenha seus olhos e cabeça imóveis, piscar ou desviar seu olhar prejudica o efeito. e não, não é uma pegadinha. Os ponto amarelos parecem desaparecer por completo, embora você continue enxergando a grade em movimento!
Escrito por Phvdev - Wilson às 20h11
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O Fator deus!
José Saramago.
Algures na Índia. Uma fila de peças de artilharia em posição. Atado à boca de cada uma delas há um homem. No primeiro plano da fotografia um oficial britânico ergue a espada e vai dar ordem de fogo. Não dispomos de imagens do efeito dos disparos, mas até a mais obtusa das imaginações poderá “ver” cabeças e troncos dispersos pelo campo de tiro, restos sanguinolentos, vísceras, membros amputados. Os homens eram rebeldes. Algures em Angola. Dois soldados portugueses levantam pelos braços um negro que talvez não esteja morto, outro soldado empunha um machete e prepara-se para lhe separar a cabeça do corpo. Esta é a primeira fotografia. Na segunda, desta vez há uma segunda fotografia, a cabeça já foi cortada, está espetada num pau, e os soldados riem. O negro era um guerrilheiro. Algures em Israel. Enquanto alguns soldados israelitas imobilizam um palestino, outro militar parte-lhe à martelada os ossos da mão direita. O palestino tinha atirado pedras. Estados Unidos da América do Norte, cidade de Nova York. Dois aviões comerciais norte-americanos, seqüestrados por terroristas relacionados com o integrismo islâmico lançam-se contra as torres do World Trade Center e deitam-nas abaixo. Pelo mesmo processo um terceiro avião causa danos enormes no edifício do Pentágono, sede do poder bélico dos States. Os mortos, soterrados nos escombros, reduzidos a migalhas, volatilizados, contam-se por milhares.
As fotografias da Índia, de Angola e de Israel atiram-nos com o horror à cara, as vítimas são-nos mostradas no próprio instante da tortura, da agônica expectativa, da morte ignóbil. Em Nova York tudo pareceu irreal ao princípio, episódio repetido e sem novidade de mais uma catástrofe cinematográfica, realmente empolgante pelo grau de ilusão conseguido pelo engenheiro de efeitos especiais, mais limpo de estertores, de jorros de sangue, de carnes esmagadas, de ossos triturados, de merda. O horror, agachado como um animal imundo, esperou que saíssemos da estupefação para nos saltar à garganta. O horror disse pela primeira vez “aqui estou” quando aquelas pessoas saltaram para o vazio como se tivessem acabado de escolher uma morte que fosse sua. Agora o horror aparecerá a cada instante ao remover-se uma pedra, um pedaço de parede, uma chapa de alumínio retorcida, e será uma cabeça irreconhecível, um braço, uma perna, um abdômen desfeito, um tórax espalmado. Mas até mesmo isto é repetitivo e monótono, de certo modo já conhecido pelas imagens que nos chegaram daquele Ruanda-de-um-milhão-de-mortos, daquele Vietnã cozido a napalme, daquelas execuções em estádios cheios de gente, daqueles linchamentos e espancamentos daqueles soldados iraquianos sepultados vivos debaixo de toneladas de areia, daquelas bombas atômicas que arrasaram e calcinaram Hiroshima e Nagasaki, daqueles crematórios nazistas a vomitar cinzas, daqueles caminhões a despejar cadáveres como se de lixo se tratasse. De algo sempre haveremos de morrer, mas já se perdeu a conta aos seres humanos mortos das piores maneiras que seres humanos foram capazes de inventar. Uma delas, a mais criminosa, a mais absurda, a que mais ofende a simples razão, é aquela que, desde o princípio dos tempos e das civilizações, tem mandado matar em nome de Deus. Já foi dito que as religiões, todas elas, sem exceção, nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da miserável história humana. Ao menos em sinal de respeito pela vida, devíamos ter a coragem de proclamar em todas as circunstâncias esta verdade evidente e demonstrável, mas a maioria dos crentes de qualquer religião não só fingem ignorá-lo, como se levantam iracundos e intolerantes contra aqueles para quem Deus não é mais que um nome, o nome que, por medo de morrer, lhe pusemos um dia e que viria a travar-nos o passo para uma humanização real. Em troca prometeram-nos paraísos e ameaçaram-nos com infernos, tão falsos uns como os outros, insultos descarados a uma inteligência e a um sentido comum que tanto trabalho nos deram a criar. Disse Nietzsche que tudo seria permitido se Deus não existisse, e eu respondo que precisamente por causa e em nome de Deus é que se tem permitido e justificado tudo, principalmente o pior, principalmente o mais horrendo e cruel. Durante séculos a Inquisição foi, ela também, como hoje os talebanes, uma organização terrorista que se dedicou a interpretar perversamente textos sagrados que deveriam merecer o respeito de quem neles dizia crer, um monstruoso conúbio pactuado entre a religião e o Estado contra a liberdade de consciência e contra o mais humano dos direitos: o direito a dizer não, o direito à heresia, o direito a escolher outra coisa, que isso só a palavra heresia significa.
E, contudo, Deus está inocente. Inocente como algo que não existe, que não existiu nem existirá nunca, inocente de haver criado um universo inteiro para colocar nele seres capazes de cometer os maiores crimes para logo virem justificar-se dizendo que são celebrações do seu poder e da sua glória, enquanto os mortos se vão acumulando, estes das torres gêmeas de Nova York, e todos os outros que, em nome de um Deus tornado assassino pela vontade e pela ação dos homens, cobriram e teimam em cobrir de terror e sangue as páginas da história. Os deuses, acho eu, só existem no cérebro humano, prosperam ou definham dentro do mesmo universo que os inventou, mas o “fator deus”, esse, está presente na vida como se efetivamente fosse o dono e o senhor dela. Não é um Deus, mas o “fator Deus” o que se exibe nas notas de dólar e se mostra nos cartazes que pedem para a América (a dos Estados Unidos, e não a outra...) a bênção divina. E foi no “fator Deus” em que o Deus islâmico se transformou, que atirou contra as torres do World Trade Cencer os aviões da revolta contra os desprezos e da vingança contra as humilhações. Dir-se-á que um Deus andou a semear ventos e que outro Deus responde agora com tempestades. É possível, é mesmo certo. Mas não foram eles, pobres Deuses sem culpa, foi o “fator Deus”, esse que é terrivelmente igual em todos os seres humanos onde quer que estejam e seja qual for a religião que professem, esse que tem intoxicado o pensamento e aberto as portas às intolerâncias mais sórdidas, esse que não respeita senão aquilo em que manda crer, esse que depois de presumir ter feito da besta um homem acabou por fazer do homem uma besta.
Ao leitor crente (de qualquer crença...) que tenha conseguido suportar a repugnância que estas palavras provavelmente lhe inspiraram, não peço que se passe ao ateísmo de quem as escreveu. Simplesmente lhe rogo que compreenda, pelo sentimento de não poder ser pela razão, que, se há Deus, há só um Deus, e que, na sua relação com ele, o que menos importa é o nome que lhe ensinaram a dar. E que desconfie do “fator Deus”. Não faltam ao espírito humano inimigos, mas esse é um dos mais pertinazes e corrosivos. Como ficou demonstrado e desgraçadamente continuará a demonstrar-se.
Escrito por Phvdev - Wilson às 00h19
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Gênio Azarado
Durante a Madrugada inteira de 30 de maio de 1832, o matemático francês Evariste Galois escreveu e escreveu. Nas margens do caderno, como um símbolo de seu desespero, anotou: “Não tenho tempo, não tenho tempo.” Ele sabia que estaria morto antes de o sol nascer, provaelmente com um tiro na testa. Tinha apenas 20 anos, mas muita coisa a dizer. Especialmente sobre os números que vinha rabiscando de maneira confusa desde os 16. Equações incompreensíveis na opinião de alguns célebres matemáticos, talvez equivocadas.
Doze anos depois, os rascunhos – e as anotações insanas daquela noite – foram finalmente examinados. O rapazote Galois era um gênio! Sua complexa teoria de grupos abria todo um novo campo para a álgebra. Algo que no século seguinte seria fundamental para o desenvolvimento dos computadores, por exemplo. Mas em 1832 nada disso parecia possível. O jovem Evariste estava atolado até o pescoço em uma confusão dos diabos. Ou melhor, diversas confusões.
A escalada começou em 1829, com o suicídio de seu pai após uma briga feia com inimigos monarquistas. O país estava dividido em facções apaixonadas, opondo católicos a protestantes, republicanos a monarquistas, e Galois resolvera ser republicano até a morte.
Tanto que se envolveu em uma bela enrascada ao fugir da escola para participar das manifestações contra a posse do rei Luís Felipe, em 1830. Foi expulso e nem se abalou: alistou-se imediatamente na Guarda Nacional, logo desativada por decreto real. Um ano depois foi preso por ameaça ao rei: brandira sua espada numa reunião de republicanos. Ainda voltou à cadeia por usar o uniforme da proscrita Guarda Nacional.
Pior que sua sorte na política só mesmo na academia. Imberbe, tentava provar que tinha algo a dizer sobre equações. Aos 16 e aos 18, tentou sem sucesso entrar na Escola Politécnica, onde circulavam os principais matemáticos franceses da época. A academia de Ciências fez pior: perdeu duas vezes o relatório com as descobertas de Galois e, quando colocou a mão na terceira versão, reprovou o rapaz. Os juízes simplesmente não entenderam suas idéias e não acreditaram nos resultados registrados.
Enfim, em março de 1832, o caos político em Paris misturou-se ao pesadelo de uma epidemia de cólera e Galois deu seu último passo torto. Apaixonou-se pela filha de seu médico, Stéphanie-Félice du Motel, que não correspondia ao seu sentimento – e tinha outro pretendente. Bom de Gatinho.
Poucos detalhes sobram dessa tragédia francesa. O próprio Galois tentou fazer parecer que se tratou de um conluio político para eliminá-lo. Mas também deu a entender que a discussão com o desafiante para um duelo pode ter girado em torno de Stéphanie. Em seus rabiscos aflitos, Evariste a chama de prostituta e deplora a trágica estupidez de ter se envolvido num combate de vida ou morte.
O que se sabe é que na manhã daquela quarta-feira, 30 de maio de 1832, Galois foi defender sua honra. Escolheu uma das pistolas, deu 25 passos, virou-se e... tomou o esperado balaço. Morreu sem saber que, deixando um legado de apenas 60 páginas de garranchos, viria a ser considerado não só um dos mais criativos pensadores que a ciência já teve, mas uma das pedras fundamentais da evolução da Matemática.
Xupado da Super interessante!
Escrito por Phvdev - Wilson às 20h03
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Lembram deste Filme?
O filme americano de nome "Three Man and a Baby", no Brasil chamado de "Três Solteirões e um Bebê", lançado em 1987 provocou um grande interesse do público por uma cena na qual muitos diziam ser possível observar um fantasma parado ao lado de uma janela. Logo o mito cresceu e várias pessoas correram até as locadoras para constatar tal aparição.
Já havia boatos de que o menino teria morrido no apartamento onde a cena fora filmada. Tal boato é falso, já que todas as cenas do apartamento foram rodadas em estúdio. Muitas pessoas cobraram também uma posição oficial dos produtores já que eles se mantinham imparciais quanto ao fato, mas finalmente ela veio: o garoto na verdade é uma figura de papelão em tamanho real, um cartaz, que foi deixado atrás da cortina por descuido da produção do filme.
A imagem onde o suposto fantasma aparece atrás da cortina. Porém o menino não passa de um cartaz de papelão.
Como se pode ver na imagem ao lado, existia no local das filmagens uma figura em cartão do ator Ted Danson criada para ser usada numa cena que envolvia um anúncio comercial de uma marca de comida para cães, cena esta que foi cortada na versão final do filme.
Essa foi "achada" no Ceticismo Aberto
Escrito por Phvdev - Wilson às 17h40
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Acima você vê uma comparação. É claro que é a mesma criatura. A da esquerda seria de um chupacabras, tirada no Peru. Veja a foto completa aqui, ou o close-up. A da direita seria mais antiga, supostamente tirada nas cavernas de Khaimah, por um fotógrafo desafortunado que morreu, tenebrosamente morto pelo que seria um demônio ou djinn. Bem se vê que o chupcabras/demônio/djinn cuida muito da imagem, e só permite ser fotografado em uma pose específica. Ou isto, ou alguém simplesmente usou seus dons photoshópicos. Mas de onde veio a imagem original da criatura na caverna? Bem, felizmente este é outro mistério ao qual sabemos a resposta. A criatura é um boneco, parte de uma atração das cavernas Cheddar, não de Khaimah. As cavernas da região de Cheddar, sim as mesmas de onde vêm o queijo Cheddar original (os os fungos). Visite o website oficial da atração. Ou leia a nota da revista ForteanTimes de ago/set de 95 que esclarece o assunto. Caso encerrado. Não acreditem em chupacabras, demônios ou djinns. O que há é queijo Cheddar, que você pode ver, tocar e comer.
Escrito por Phvdev - Wilson às 16h13
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O tabuleiro de xadrez é o mundo; as peças são os fenômenos do Universo; as regras do jogo são o que chamamos de Leis da Natureza. O jogador no outro lado está oculto a nós. Thomas H. Huxley, 1868
Escrito por Phvdev - Wilson às 16h05
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BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Georgian, Política, Coleções e miniaturas, Mage Knight, micronacionalismo ICQ - 77130383
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